Essa aula propôs uma análise às danças populares do Brasil. Mas a sugestão foi analisarmos na perspectiva da arte cênicas, interpretando "arte cênica" como toda e qualquer forma de arte que se desenvolve num palco ou local de representação para um espectador/público.
Para isso tivermos como base um texto intitulado "Artes populares brasileiras do espetáculo e encenações" e tem como autores Eloisa Domenici, Adalberto da Palma Pereira, Denise Coutinho, Laure Garrabé, Flávio Soares Alves, Marília Vieira Soares, Sonia Rangel e a turma de 2004 a 2007 da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O texto, assim como a aula, propõe que analisemos danças populares pela vertente da arte cênica, um vez que a maioria das pesquisas sobre manifestações populares tendem a ser analisada pela perspectiva da música.
Para isso tivermos como base um texto intitulado "Artes populares brasileiras do espetáculo e encenações" e tem como autores Eloisa Domenici, Adalberto da Palma Pereira, Denise Coutinho, Laure Garrabé, Flávio Soares Alves, Marília Vieira Soares, Sonia Rangel e a turma de 2004 a 2007 da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O texto, assim como a aula, propõe que analisemos danças populares pela vertente da arte cênica, um vez que a maioria das pesquisas sobre manifestações populares tendem a ser analisada pela perspectiva da música.
Segundo Eloisa Domenci, autora do texto e docente do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas e do Instituto de Artes, Humanidades e Ciências Dr. Milton Santos, Universidade Federal da Bahia (UFBA), no caso das chamadas “danças populares brasileiras”, a maior parte da pesquisa se deu em outros campos, que não as artes cênicas. Nesse sentido, os parâmetros de descrição e análise são pouco produtivos para as questões específicas das artes cênicas. É preciso deslocar o eixo de análise para o corpo, considerando as epistemologias locais para entende-las. Ao invés de ‘passos’ ou ‘coreografia’, existem parâmetros mais produtivos de análise, tais como o papel do jogo para a configuração da dança ou da cena, os estados tônicos do corpo que dança e as dinâmicas corporais específicas, as relações entre a dança e o cotidiano dos brincantes, as dramaturgias que emergem do corpo, entre outras.
Com a leitura do texto e com as provocações da aula, começamos a fazer e analise proposta, e chegamos a conclusão que também não é possível enxergarmos a dança popular e a dança clássica de uma mesma perspectivas pois há logicas diferentes que as norteiam, existe outro modo de funcionamento que não é o que prevalece na dança clássica. Isso fica claro quando analisamos os elementos da movimentação dos brincantes/dançarinos.
Na dança popular há dinâmicas corporais, numa especie de jogo, ao invés de passos e coreografia prontas e milimetricamente ensaiadas, como na dança clássica. Uma dinâmica corporal inclui vários matizes e pequenas variações do movimento, que podem ser de acentuação rítmica, de tonicidade corporal, ou mesmo de desenho do corpo no espaço. A diferença é que a ideia de passo isola padrões de movimento, enquanto a ideia de dinâmicas corporais os agrupa em ‘famílias’ que se organizam de forma interligada. Para dar exemplos e fomentar a discussão em aula, a professora trouxe o exemplo do Samba e do Bumba-Meu-Boi.
Com a leitura do texto e com as provocações da aula, começamos a fazer e analise proposta, e chegamos a conclusão que também não é possível enxergarmos a dança popular e a dança clássica de uma mesma perspectivas pois há logicas diferentes que as norteiam, existe outro modo de funcionamento que não é o que prevalece na dança clássica. Isso fica claro quando analisamos os elementos da movimentação dos brincantes/dançarinos.
Na dança popular há dinâmicas corporais, numa especie de jogo, ao invés de passos e coreografia prontas e milimetricamente ensaiadas, como na dança clássica. Uma dinâmica corporal inclui vários matizes e pequenas variações do movimento, que podem ser de acentuação rítmica, de tonicidade corporal, ou mesmo de desenho do corpo no espaço. A diferença é que a ideia de passo isola padrões de movimento, enquanto a ideia de dinâmicas corporais os agrupa em ‘famílias’ que se organizam de forma interligada. Para dar exemplos e fomentar a discussão em aula, a professora trouxe o exemplo do Samba e do Bumba-Meu-Boi.
Bumba-Meu-Boi de Ponta Verde, Maceió - Alagoas
Samba de Roda Dona Nicinha Raízes de Santo Amaro
• Disposição dos participantes feita em circulo ou em formato aproximado, por isso o nome de samba de roda;
• Os instrumentos mais usados são: viola, violão, cavaquinho, pandeiros, marcação repique e triângulo;
• Os tocadores fazem parte do circulo;
• O canto é puxado por uma pessoa e respondido pelos demais, acompanhado por palmas.;
• Cantam-se estrofes e sílabas e repete a estrofe principal. Em certos casos é chamado de chula e pode ser cantado por um ou dois cantadores, enquanto a resposta pode ser cantada por todos os presentes. (a chula são estrofes relativamente curtas, podendo ser de um único verso, até oito versos);
• No centro de um circulo e ao som dos instrumentos e das palmas, uma dançarina, ou seja, a sambadeira sambando salda os tocadores, dá a volta no circulo e depois dá uma umbigada em outro companheiro convidando-o para substitui-la na roda. A umbigada, (atrito de umbigo contra umbigo, ou na região do umbigo) é um dos gestos mais típicos do samba de roda;
• A coreografia, feita dentro da roda, pode ser variada. Seu gesto típico é o chamado miudinho. A mulher samba num sapateado para frente e para trás com pés quase colados no chão, com a movimentação correspondente dos quadris. Os homens também sambam.
Como não há passos definidos, não podemos denominar o samba de roda como uma coreografia, mas isso não faz com que o samba de roda não possa ser considerado arte cênica, e, sendo assim, analisa-lo através disso. A Dança Popular é arte e também deve ser analisada como tal, pois uma revisão epistemológica na pesquisa das brincadeiras populares pode resultar em contribuições mais substanciais para as artes do corpo.
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Biografia:
Biografia:
DOMENICI, Eloisa. A pesquisa das danças populares brasileiras: questões epistemológicas para as artes cênicas. Cadernos do GIPE-CIT: Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão em Contemporaneidade, Imaginário e Teatralidade / Universidade Federal da Bahia. Escola de Teatro, Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, Escola de Dança. – n. 23, out. 2009 - Salvador: UFBA/ PPGAC, 2009.
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