sábado, 21 de janeiro de 2017

Módulo 1 – O corpo e as vanguardas artísticas / Dança

Dança Moderna e Contemporânea

Você já dançou? Provavelmente sim.
Mas você já dançou Dança Moderna?
Essa pergunta pode te gerar dúvidas, mas é muito mais fácil responde-la do que você pensa.

Se você dança movendo o tronco, você dança moderno. Se você já fez movimentos de queda no chão, ou rotações de quadril, ou gestos expressivos, ou apenas teatralizou, você dançou moderno. A realidade é que as principais características de dança moderna já estão enraizadas em movimentos coreográficos ensinados em aulas de jazz e dança contemporânea, e até mesmo no pagode e no pop. O importante agora é entender mais a fundo o que são exatamente esses movimentos e como eles surgiram.

Na primeira aula sobre dança, a professora Carolina nos trouxe um apanhado de referências para falar um pouco sobre a dança moderna. Em princípio, aquele monte de rabiscos no quadro me assustou e eu fiquei a imaginar quanto tempo eu levaria até digerir tantas informações, ainda mais se tratando de um assunto qual não tenho o mínimo de intimidade. E podia até dizer que não tinha muito interesse em estudar dança moderna, mas essa aula fez eu me atentar-se que os movimentos voltados a ela vão muito além de estética, ou a negação do que já estava posto em relação a dança, mas traz questionamentos interessantes, como por exemplo, a independência da dança, que é considerada a mais antiga das artes.


Ballet Clássico

Antes do surgimento da dança moderna, a dança clássica era a maior expressão artística do movimento corporal nos palcos do mundo com sua estética de elevação, equilíbrio, harmonia, elegância e graça, utilizando passos preexistentes, e tem como principal exemplo, o ballet. Mas ao contrário da dança clássica, a dança moderna vem produzir uma estética de movimentos baseada nas ações cotidianas do homem contemporâneo, considerando seu histórico sociocultural e afetivo.

Assim, ela surgiu no final do século XIX e no inicio do século XX, com raízes e intenções distintas, mas em geral a dança moderna veio como uma ruptura nos padrões rigorosos do academicismo, pesquisando-se novos caminhos pela arte para a expressão humana através do movimento do corpo. O contexto sócio-cultural também era muito favorável ao rompimento de padrões: uma época de transformações históricas e quebra de paradigmas na arte e na política. Assim, nada mais natural que tais revoluções também influenciassem essa forma de arte que há tempos andava engessada.

E assim, acompanhando os movimentos e mudanças da sociedade, coreógrafos e bailarinos passaram a buscar novas expressões artísticas. Começaram então a pesquisar diferentes fontes de referência na formação corporal, não diretamente ligadas à dança, com o objetivo de trazer um pensamento de dança com maior liberdade expressiva do corpo. Na Dança moderna os bailarinos podiam dançar descalços, com movimentos mais livres, incluindo contrações e torções, mais ainda respeita uma determinada técnica de organizações e conceitos. De um modo geral, a dança moderna recusava o apoio nas pontas dos pés como eixo e explorava o trabalho no tronco. Exploravam também o contato, o atrito, a queda, o chão.  

A dança moderna acabou se dividindo em duas gerações, a do início do século, período da primeira guerra, e a do meio do século, pós-segunda guerra. Por terem acontecido em períodos diferentes, os anseios e interesses de trabalhos corporais dos dois momentos históricos também se distinguiam. Destaque para a segunda geração, que pôde contar com maior liberdade, pois não precisavam mais se auto-afirmar como movimento, diferentemente da primeira geração, que se focava em consolidar questões formais e a nata das técnicas com mais seriedade.


Martha Graham


A segunda geração moderna: Erich Hawkins, Merce Cunningham, Paul Taylor, Anna Sokolow, Jane Dudley, Sophie Maslow, Jean Erdman, Jose Limón, Anna Halprin , Sybil Shearer, Alwin Nikolais, Glen Tetleym, Alvin Ailey, Katherine Dunham entre outros.

Marcel Duchamp


Duchamp Estava envolvido tanto na primeira quanto na segunda geração da dança moderna e trouxe discussões em relação a modelos fixados pela modernidade, e assim nasceu a pós-modernidade e trouxe consigo uma certa tensão entre a cultura culta e a popular. Entre as transformações ocorridas com essa ruptura,podemos citar a experiência de rompimento entre o artificial e o real, espaços entre o palco e a platéia, criador e interprete, processo e obra, cotidiano e cena, onde também de desmistificava a obra e o criador, expondo o processo artístico e provocando a participação a expectador.  


E assim, essa dança moderna nos deixou um grande legado, que enriquece o trabalho e a arte de cada vez mais bailarinos que entram em contato com ela!
E aí, vamos praticar? 





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